Ir para o conteúdo principal
Caixa de transporte aprovada pela IATA em aeroporto
Saúde PetViagem

Transporte aéreo de pets no Brasil: documentação, caixas e regras das companhias

Tudo sobre exigências sanitárias, caixas aprovadas pela IATA e as políticas de Latam, Gol e Azul para animais de estimação em voos domésticos e internacionais.

Fev 2026·10 min de leitura
Compartilhar
MV
Revisão técnica: Dra. Patricia Eliza de Almeida · CRMV-SP 10930

Resumo

No Brasil, pets voam como carga aérea viva ou na cabine (até 10 kg com caixa). As regras variam por companhia, raças braquicéfalas têm restrições específicas, e a ANAC define os padrões mínimos de bem-estar animal. Entenda o processo completo, a documentação necessária e as alternativas terrestres.

No Brasil, o transporte aéreo de animais de estimação é regulamentado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC)[1] e pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)[2]. Cada companhia aérea também estabelece políticas próprias, frequentemente mais restritivas que a regulamentação federal.

Cabine ou porão: como a decisão é tomada

A maioria das companhias brasileiras aceita animais na cabine quando o conjunto (animal + caixa) não ultrapassa 8 a 10 kg. Animais acima desse limite devem viajar no porão como bagagem especial. A temperatura no compartimento de carga deve permanecer entre 7 °C e 29 °C, conforme as Live Animals Regulations da IATA[3].

Caixas de transporte: requisitos IATA

As Live Animals Regulations da IATA[3] exigem que a caixa permita ao animal ficar em pé, se virar completamente e deitar em posição natural. Requisitos mínimos:

  • Ventilação em pelo menos três lados para cabine; quatro lados para o porão
  • Material rígido (polipropileno ou fibra de vidro) para viagens no porão
  • Travas ou parafusos que impeçam abertura acidental durante o voo
  • Bebedouro acoplado à grade, reabastecível pelo lado de fora
  • Identificação com nome do animal, do tutor e contato de emergência

Documentação obrigatória

O MAPA exige Atestado de Saúde Animal (ASA) emitido por médico veterinário habilitado, com validade de 10 dias para voos domésticos[2]. Para voos internacionais, as exigências variam conforme o país de destino e podem incluir testes sorológicos antirrábicos, microchipagem ISO 11784/11785 e declarações específicas.

Restrições por raça

Raças braquicéfalas — Buldogue Inglês, Buldogue Francês, Pug, Shih Tzu, Boston Terrier, Boxer, Persa e similares — são proibidas no porão pela maioria das companhias brasileiras. Evidências clínicas documentam maior risco de comprometimento respiratório sob estresse, variação de pressão e temperatura elevada nessas raças[3][4]. Algumas companhias também restringem essas raças na cabine.

Políticas das principais companhias (2026)

  • LATAM: aceita na cabine (até 8 kg total); porão disponível para animais maiores mediante taxa; braquicéfalos não aceitos no porão[4]
  • GOL: aceita na cabine (até 10 kg total); exige agendamento prévio pelo aplicativo; braquicéfalos proibidos no porão[5]
  • AZUL: aceita na cabine (até 10 kg total); programa TudoAzul pet; restrições específicas por modelo de aeronave[6]

As políticas das companhias mudam com frequência. Confirme as regras diretamente com a companhia no momento da compra — alterações entre a reserva e o embarque são possíveis.

Preparação antes do voo

  • Consulte o veterinário ao menos 10 dias antes: além do ASA, avalie se o animal tem condições clínicas para viajar
  • Não medique com sedativos sem prescrição: depressores do SNC podem causar depressão respiratória no porão pressurizado, especialmente em braquicéfalos[3]
  • Jejum alimentar de 4–6 horas antes do embarque; hídrico de 1–2 horas reduz o risco de vômito
  • Familiarize o animal com a caixa com pelo menos 2 semanas de antecedência usando o protocolo D&CC
Referências
  1. [1]ANAC. Resolução nº 207, de 1º de setembro de 2011. Agência Nacional de Aviação Civil. anac.gov.br.
  2. [2]MAPA. Instrução Normativa nº 36, de 5 de novembro de 2020. Trânsito de animais de companhia. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
  3. [3]IATA. Live Animals Regulations, 51st Edition. International Air Transport Association, 2024.
  4. [4]LATAM Airlines. Política de transporte de animais domésticos. latamairlines.com. Consultado em março de 2026.
  5. [5]Gol Linhas Aéreas. Voo com pets — regras e informações. voegol.com.br. Consultado em março de 2026.
  6. [6]Azul Linhas Aéreas. Transporte de animais de estimação. voeazul.com.br. Consultado em março de 2026.
MV

Revisão técnica

Dra. Patricia Eliza de Almeida, MS, PhD

Médica-Veterinária · CRMV-SP 10930 · Fundadora da Vaibicho

Este conteúdo foi revisado por médica-veterinária registrada e é de caráter exclusivamente informativo e educativo. Não substitui avaliação clínica e consulta com médico-veterinário.

Mudando de cidade com seu pet?

A Relocação Pet do VaiBicho faz o transporte interestadual porta a porta — terrestre ou coordenação aérea. Orçamento personalizado, sem surpresas.

Solicitar orçamento →

Continue lendo

Mais guias sobre saúde e viagem

Ver todos os artigos →