Calendário de vacinas para cães: guia atualizado 2026
V8, V10, antirrábica, gripe canina e leishmaniose — quais vacinas seu cão precisa, em que idade aplicar e quando reforçar, com base nas diretrizes do CFMV e da WSAVA.

Resumo
Cães precisam de vacinas essenciais (core) e não essenciais (non-core) em calendários específicos por idade. A V8/V10 começa aos 45 dias, o reforço anual é obrigatório por lei, e a antirrábica é exigida para transporte interestadual. Este guia segue as diretrizes WSAVA e CFMV 2026.
No Brasil, os protocolos de vacinação para cães são orientados pelas diretrizes da WSAVA (World Small Animal Veterinary Association)[1] e adaptados pelo CFMV (Conselho Federal de Medicina Veterinária)[2]. A classificação em vacinas essenciais (core) e não essenciais (non-core) é central para a tomada de decisão clínica[1].
Vacinas essenciais (core)
Vacinas core são recomendadas para todos os cães, independentemente do estilo de vida, por protegerem contra doenças graves, amplamente distribuídas ou com potencial zoonótico[1].
- Polivalente V8 ou V10: protege contra cinomose (CDV), adenovírus tipos 1 e 2 (CAV-1, CAV-2) e parvovirose canina (CPV-2) — classificadas como core pela WSAVA[1] — além de leptospirose (4 a 6 sorovares) e parainfluenza canina
- Antirrábica: obrigatória por lei no Brasil (Lei nº 9.605/1998)[3], aplicada a partir dos 3 meses de idade, com reforço anual
Vacinas não essenciais (non-core)
Vacinas non-core são indicadas com base na avaliação individual de risco, considerando estilo de vida, localização geográfica e histórico clínico[1].
- Complexo tosse dos canis (Bordetella bronchiseptica + Parainfluenza): indicada para cães que frequentam canis, creches, exposições e parques com alta circulação animal[1]
- Leishmaniose: a única vacina registrada no Brasil é a Leishvet® (Hertape Calier), aprovada pelo MAPA[4]. Indicada em áreas endêmicas
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Calendário por fase de vida
Filhotes nascem com anticorpos maternos transferidos via colostro que conferem proteção passiva inicial, mas interferem na resposta às vacinas — fenômeno chamado de interferência pelo anticorpo materno (MDA)[1]. Por isso, o protocolo inicial exige múltiplas doses em intervalos curtos.
- 6–8 semanas: 1ª dose da polivalente
- 10–12 semanas: 2ª dose da polivalente
- 14–16 semanas: 3ª dose da polivalente + antirrábica (1ª dose)
- 1 ano de vida: reforço de todas as vacinas
- Adulto: reforço anual da antirrábica (exigência legal[3]) e da polivalente conforme protocolo veterinário
Cães resgatados sem histórico vacinal devem iniciar o protocolo completo independentemente da idade. Consulte sempre um médico veterinário para adaptar o calendário ao histórico do animal.
Considerações práticas
- Guarde a carteirinha de vacinação: é exigida em hotéis, creches, embarques aéreos e exposições
- Titulação de anticorpos (sorologia): a WSAVA recomenda seu uso como alternativa à revacinação indiscriminada, especialmente para CDV, CAV e CPV-2 que conferem imunidade de longa duração[5]
- Cães imunossuprimidos, gestantes ou com doenças crônicas: vacinas de vírus vivo atenuado são contraindicadas — consulte o veterinário antes de vacinar[1]
- [1]Day MJ, Horzinek MC, Schultz RD, Squires RA. WSAVA Guidelines for the Vaccination of Dogs and Cats. J Small Anim Pract. 2016;57(1):E1–E45. doi:10.1111/jsap.2_12431
- [2]CFMV. Guia de Vacinação de Cães e Gatos. Conselho Federal de Medicina Veterinária. 2023. cfmv.gov.br
- [3]Brasil. Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998. Lei de Crimes Ambientais. Brasília, DF.
- [4]MAPA. Produto veterinário registrado: Leishvet®. Hertape Calier S/A. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Registro nº 004786-6.
- [5]Mouzin DE, Lorenzen MJ, Haworth JD, Muigo DA. Duration of serologic response to five viral antigens in dogs. J Am Vet Med Assoc. 2004;224(1):55–60. doi:10.2460/javma.2004.224.55

Este conteúdo foi revisado por médica-veterinária registrada e é de caráter exclusivamente informativo e educativo. Não substitui avaliação clínica e consulta com médico-veterinário.
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